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31
Ago
2018

Ô, Lili – Cia Marginal

19h

O cotidiano de uma prisão de regime fechado é o ponto de partida da Cia. Marginal para tratar da liberdade. Os rituais de convivência, as hierarquias, a longa espera por cartas e visitas, os anestésicos espirituais são alguns dos temas que perpassam as relações entre seis presidiários na tentativa de sobreviver à falta de privacidade e ao tempo estático.

O espetáculo “Ô, Lili”, é baseado em pesquisa de campo e retira seu título da narrativa dos presos sobre o ritual que comemora o dia de soltura. Seguindo a linha de trabalho que vem se consolidando no grupo desde 2005, o processo de criação do espetáculo partiu de uma pesquisa realizada nos presídios Lemos Brito, em Bangu, e Oscar Stevenson, em Benfica, ambos no Rio de Janeiro.

Ao longo de dois meses, foram mais de 1.200 minutos de conversas e entrevistas, cujo foco não eram os crimes supostamente cometidos pelos presos, a especificidade das penas de cada um deles, nem tampouco as possíveis denúncias ou queixas que quisessem fazer contra o sistema prisional. Ao contrário, o que se procurou explorar foi uma dimensão mais subjetiva da vida em regime fechado: a maneira como se constrói a intimidade em um ambiente cuja premissa é a subtração da privacidade dos indivíduos.

Criada em 2005, na Maré (maior complexo de favelas do Rio de Janeiro), a CIA. Marginal nasceu de um encontro entre artistas de diferentes origens, formações e experiências, que descobriram no teatro e no fazer coletivo a sua forma mais potente de estar no mundo.

Ao longo de sua trajetória, o grupo manteve um núcleo estável de atores, consolidou uma equipe de colaboradores e produziu quatro espetáculos: “Qual é a nossa cara? ” (2007), “Ô, Lili” (2011), “In_Trânsito” (2013) e “Eles não usam tênis Naique” (2015).

O trabalho do grupo é hoje uma das expressões mais importantes da produção teatral das periferias do Rio de Janeiro, que vem inovando poética e politicamente a cena cultural da cidade. Já tendo apresentado seu trabalho em diversos espaços culturais.

Gênero: Documentário cênico
Duração: 85 min

Ficha técnica:
Pesquisa e criação: Diogo Vitor, Geandra Nobre, Isabel Penoni, Jaqueline Andrade,
Priscilla Monteiro, Rodrigo Souza, Rosyane Trotta e Wallace Lino
Direção: Isabel Penoni
Dramaturgia: Isabel Penoni e Rosyane Trotta
Elenco: Jaqueline Andrade, Geandra Nobre, Phellipe Azevedo, Priscilla Monteiro, Rodrigo Souza e Wallace Lino
Direção de arte: Rui Cortez / colaboração para as remontagens de 2012 e 2013 – Carlos Alberto Nunes e Gabriella Marra
Direção e preparação musical: Isadora Medella
Trilha sonora instrumental original: Diogo Vitor, Isadora Medella, Rodrigo Souza e Sinésio Jefferson
Iluminação: Guiga Ensá e Luiz André Alvim
Operação de luz: Tainã Miranda
Músico convidado: Sinésio Jeferson
Design Gráfico: João Penoni e Daniel Kucera
Produção: Mariluci Nascimento

Foto: Naldinho Lourenço

 

31/08/2018 - 19h

16 anos

R$ 10 (inteira) | R$ 5 (meia)

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Teatro da Firjan SESI no Centro

Av. Graça Aranha, 1 - Centro ( Vendas de ingressos: segunda a sexta, das 11h30 às 19h30. Sábados, domingos e feriados, quando houver atração, duas horas antes, na bilheteria do teatro. )

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